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terça-feira, 17 de abril de 2012

Por que estamos nos afastando a cada dia da comunhão com Deus, de sua presença?

Toca o despertador, é hora de levantar, mais um dia de trabalho começa. Um café da manhã, um banho rápido e lá vamos nós para a correria mais uma vez, ônibus, metro trânsito. É claro que devemos agradecer a Deus pelo nosso emprego, nossa saúde, mas muitas vezes não lembramos e fica por isso mesmo.
Quem mora nas grandes metrópoles e trabalha longe de onde mora, costuma levar de duas horas até quatro horas para chegar ao seu local de trabalho, é praticamente uma viagem todos os dias. Com essa rotina diária vamos acumulando cansaço, estresse, nervosismo entre outros adjetivos. É difícil termos algum adjetivo positivo para toda essa correria. Então acabamos nos exaltando muitas vezes com os amigos, com a família e não sabemos o porquê dessa exaltação.
Tudo nos leva ao máximo de exigência com o nosso corpo e a nossa mente. No trabalho quase não temos tempo para dar uma parada para relaxar, tudo parece um frenesi, como aquele ditado que diz “tempo é dinheiro”.
Hoje é comum muitos trabalharem além do horário, fazendo as conhecidas horas extras, até de sábado e domingo alguns também acabam trabalhando, às vezes chegam à loucura de não terem ao menos um dia de descanso nos sete dias da semana que existem.
- Sim, temos que ter nosso dinheiro para vivermos com dignidade no mundo que se formou. Temos que fazer a nossa parte em busca de uma vida melhor, uma vida que seja usufruída através de nosso esforço, de nosso trabalho, uma vida independente.
- Opa!, uma vida independente? Será?
Não, não existe uma vida independente, por mais que uma pessoa não deseje se relacionar ela não conseguirá ser independente, pois existem pessoas ao seu redor que o tempo todo estão se comunicando. Talvez se a pessoa se fechar em seu mundo, não sair de casa não ir a lugares onde as pessoas costumam ir, pode ser que ela se torne independente, porém só.
A cada dia temos mais tarefas, mais a fazeres, trabalho, escola, academia, viagem, filhos, trabalhos de casa. Podemos dizer que nos tornamos máquinas de processos diários, que se algum sai do padrão podemos nos irritar o dia inteiro e nem darmos conta do motivo de nossa irritação.
Quanto tempo reservamos para o verdadeiro convívio entre as pessoas? Digo verdadeiro porque muitas vezes vivemos com as pessoas ao nosso lado, por obrigação de trabalho, por conveniência da situação. Damos sorrisos falsos para poder agradar o outro, mentimos para nos defender, agimos com egoísmo para benefício próprio e para sairmos ganhando alguma coisa.
O verdadeiro convívio é o amor. O amor que temos pelos membros de nossa família pela vida. Quando o sentimento de amor vêm em nosso coração, sentimos que estamos nos completando, podemos exalar esse amor nos nossos atos, no nosso falar, na nossa face.
Infelizmente, na vida que levamos atualmente, muitos sentem ou talvez nem tenham tempo para sentir e mostrar esse amor. Muitos amam o trabalho que têm e cuidam dele melhor do que cuidariam de um familiar, muitos amam seus pertences adquiridos, são capazes de qualquer coisa para manter a aparência.
O mundo materialista faz isso tudo, conosco, muitas vezes sem nos darmos conta.
Não quero dizer que devemos menosprezar as nossas conquistas, mas devemos lembrar que elas não são a razão principal de nosso viver do nosso ser.
Tudo que vemos hoje no mundo é sinônimo de briga pelo poder, por ego, por dinheiro. Deixamos de lado a maior razão de nossa existência o motivo pelo qual estamos aqui hoje.
Deixamos de ser dependentes e nos tornamos independentes, digo isso porque quando criança sempre fomos dependentes, mesmo sem perceber. Muitos podem pensar que ser independente pareça bom. Não precisar de ninguém, ser auto-suficiente. Mas isso em certo ponto da vida passa a ser insignificante e ai tentamos buscar a razão pelo qual estávamos tão “felizes” e deixamos de estar. Foi a vida independente que vivemos!

Nada melhor nesse mundo que termos boa parte de nossas vidas divididas com nossos parentes nossos, maridos, esposas, filhos.
Não é essa independência de estar longe da família que estou me referindo, mas a falta nessa família da presença de mais um integrante. Sim, Deus, que é o pai o cabeça de toda a família cristã, de todo homem e mulher cristã. O ser que rege nossas vidas. Ele é o que nos faz tornarmos outra pessoa diante do mundo, preparados para a “batalha”, não importa qual. Ele nos torna dependentes de Si, assim como somos dependentes de água, do ar e de alimento, sentiremos também necessidade diária desse relacionamento grandioso que nutre todas as outras relações humanas.
Mas, muitos o consideram um parente distante, que para conversar parece uma viagem interminável.
Estão enganados, não existe viagem para conversar com Esse parente, existe apenas o agir do Espírito Santo no coração, tomando-o para Si, aquele que é um Deus Onipresente, Onisciente e Onipotente.